Quinta, 14 Dez 2017
 
 
"Cidades criativas":produção de Omega-3 sem destruição dos recursos pesqueiros
Como gerar empregos sem comprometer os recursos naturais e ainda revitalizar áreas degradadas? Este desafio vem sendo vencido por inúmeras cidades do mundo. Um bom exemplo vem das Ilhas Canárias, na Espanha.  
A demanda por Omega-3 no mundo cresceu vertiginosamente em razão de seus comprovados benefícios para a saúde, mas acarretou num aumento da exploração dos já escassos recursos pesqueiros. A solução encontrada pelo Centro de Biotecnologia Marinha das Ilhas Canárias e Instituto de Tecnologia Espanhol, em parceria com as empresas holandesas Clean Argae e Algae Biotech, foi instalar na região uma planta para cultivo de microalgas, matéria prima para produção do Omega-3.
Para instalar as balsas de cultivo das microalgas foi escolhida a Praia de Vargas, no município de Aguimes, que estava abandonada devido ao seu estado de degradação. Numa primeira fase, a planta de 1 hectare deverá gerar cerca de 100 novos empregos, além de promover a revitalização da Praia. A expectativa é de que a região venha a ser a maior produtora da Europa da microalga denominada Narrochloropsis gaditana, que contem grande quantidade de Omega-3.  
As instalações não exigiram infra-estrutura complexa, apenas um  trator para movimentar as balsas impermeabilizadas que consistem de grupos de tanques onde a água deve estar em movimento contínuo e em circuito fechado para permitir oxigenação e recebimento de luz para o bom crescimento das algas.
Após ter sido declarado de interesse social e de utilidade pública, o projeto levou três anos para vencer os trâmites burocráticos, mas hoje já estão sendo colhidos seus primeiros resultados:.em 2012 a planta deverá ganhar mais um hectare.
As microalgas, além de reduzir a superexploração pesqueira, ainda absorvem grande quantidade de CO2, o que é mais uma contribuição para o meio ambiente.
Mais informações www.clustermaritimocanarias.es
 
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