Quinta, 14 Dez 2017
 
 
Arquipélago de Alcatrazes: terceiro em riqueza biológica da América do Sul

Detalhes dos costões rochosos e vegetação do Arquipélago de Alcatrazes
Fotos de Álvaro E. Migotto, do Banco de Imagens Cifonauta, do Centro de Biologia Marinha da USP
cifonauta.cebimar.usp.br/photo

O Arquipélago de Alcatrazes, que em dias claros pode ser avistado da Praia de Guaratuba,é rota migratória para a Antártica. Considerado a maior ´maternidade´ da região Sudeste, ali nidificam e descansam atobás, fragatas, trinta-réis, gaivotas e outras espécies de aves. Em suas águas frias e agitadas refugiam-se tartarugas, baleias e golfinhos, entre as 160 espécies marinhas catalogadas pelos pesquisadores, 30 a mais que Fernando de Noronha

Localizado a 36 quilômetros da costa norte de São Paulo, o Arquipélago leva o nome da ave que provavelmente era abundante na região quando de seu registro em 1531: o alcatraz,hoje é conhecido como atobá.

O Santuário Ecológico possui cinco ilhas, quatro ilhotas, cinco lajes e dois parcéis que totalizam uma área de quase 300 mil metros2. Desse total, 160 mil metros2 pertencem a Estação Ecológica Tupinambás que ganhará nova categoria para se transformar no Parque Nacional Marinho de Alcatrazes, fruto de entendimentos entre a Marinha,ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), e sociedade civil.

Em razão de sua importância biológica, o Arquipélago é aberto apenas para os pesquisadores científicos. Com a criação do Parque, algumas áreas possivelmente serão abertas ao público; a pesca, no entanto, continuará proibida.

Fonte: Rosana M. da Rocha e NadieY.K.Bonnet, do Laboratório de Ecologia do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná; e Marli Penteado, Analista Ambiental do ICMBio

 
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