Parque Estadual Restinga de Bertioga
Breve histórico
O governo de São Paulo, por meio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, criou unidades de conservação em todo o Estado fundamentadas no Projeto Biota-Fapesp, iniciado em 1999 com a participação de mais de dois mil cientistas de diferentes áreas do conhecimento. Os pesquisadores mapearam o Estado e elaboraram diagnósticos para identificar as áreas prioritárias para a conservação ambiental, entre elas uma área de Bertioga, que deu origem ao PERB – Parque Estadual Restinga de Bertioga, criado em dezembro de 2010. Com 9,3 mil hectares, o Parque abriga um dos maiores trechos de restinga do litoral paulista e serve de corredor ecológico entre os ecossistemas costeiros e a serra. Com o Núcleo de Bertioga do Parque Estadual da Serra do Mar protege os recursos hídricos, biodiversidade, ambiente marinho, costeiro, restingas e florestas altas densas.
RIQUEZAS IDENTIFICADAS PELOS CIENTISTAS
AMBIENTAIS
– Pertence a uma das 35 ecorregiões prioritárias no mundo para a preservação
– Ecossistema de Restinga mais rico e mais bem preservado do Estado
– Área criticamente importante para a conservação de aves
– Todas as estruturas geológicas representativas do litoral paulista
– Alto nível de biodiversidade
FLORA
-Vegetação com 12 fitofisionomias, incluindo Manguezal, Restinga e Mata Atlântica
– 98% dos remanescentes de Restinga do litoral paulista
– 44 espécies ameaçadas de extinção
– 1/3 de todas as espécies de bromélias do Estado de São Paulo
– 981 espécies, sendo 17 endêmicas
FAUNA
– 410 aves listadas, 117 de aves avistadas, 37 endêmicas e nove ameaçadas de extinção
– 117 espécies de mamíferos, sendo dois endêmicos
– Maior diversidade de anfíbios e répteis da Mata Atlântica
– 93 espécies de anfíbios e répteis da Mata Atlântica, 14 ameaçados e 14 raros
HISTÓRICO-CULTURAL
– Sítios arqueológicos
– Evidência de ocupações pré-históricas no Rio Guaratuba
– 27 referências histórico-culturais diversas
Caminhos & Atitudes
O PERB – Parque Estadual Restinga de Bertioga é um bem precioso para a população, em especial para a região de Guaratuba onde os loteamentos fazem fronteira com essa unidade de conservação. Cabe ao poder público, estadual e municipal, adotar medidas para evitar que a presença humana venha a comprometer todos os ecossistemas que o PERB abriga. Para o setor privado cabe a iniciativa de respeitar as leis e conceber projetos sustentáveis e inovadores.
Para contribuir com os setores privado e público, um dos estudos encomendados pela Federação de Guaratuba contempla projeções estratégicas para o futuro de Bertioga e aponta para o turismo ecológico (segmento do turismo sustentável) como a atividade mais compatível com a vocação do Município e mais sustentável do ponto de vista ambiental e social.
O turismo ecológico ou ecoturismo é mais rentável e gera mais empregos que setores como o petroquímico, automobilístico, bancário e alimentício, de acordo com dados do Ministério do Turismo e da Organização Mundial do Turismo.
Enquanto vários segmentos usam as tecnologias para reduzir empregos, o turismo ecológico depende essencialmente de mão-de-obra em serviços de gastronomia, hotelaria e transportes.
Os negócios e empregos são mais estáveis e não ocasionais, pois os adeptos dessa modalidade turística buscam experiências autênticas e não o turismo de temporada.
Onde o turismo ecológico é incentivado há crescimento de atividades em setores como artes, design, biotecnologia, ecologia, botânica, biologia, história, geografia, entre outros, o que representa novas possibilidades em formação e trabalho.




















