“Os jet skies são um inferno para a maioria das pessoas e uma maldição para o ambiente”

Essa é a constatação do Comandante Luiz Carlos Tau Golin, autor do título acima. Professor da Universidade de Passo Fundo, RS, jornalista e mestre em navegação, Tau Golin, como é mais conhecido, é autor de vários artigos e estudos sobre as motonáuticas no Brasil, conhecidas pelos brasileiros como jet skies. Saiba mais lendo o resumo de uma de suas publicações:

Em meio à tranquilidade de Guaratuba surgem os jet skies circulando junto aos banhistas Foto de Marcos Pertinhes, da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Bertioga

Segundo estudos de Tau Golin, raros países permitem o uso de jet skies  em águas internas. São admitidos somente como equipamento de salvamento de uso exclusivo das instituições do Estado e em dois tipos de competições oficiais. Mesmo no Brasil são diversas as barragens, lagoas, rios, praias e cursos d´água onde jet ski é proibido.

Pessoas boníssimas entraram na ´onda´ do jet ski por modismo e por ser permitido, no entanto,vários elementos agregaram ao equipamento uma baixa densidade social, ou seja, somente alguns gostam. Para a maioria é um inferno. Para o meio ambiente uma maldição.A começar pela entrada do  jet ski no Brasil que faz parte daqueles meandros que o senso comum condena na política brasileira. A navegação responsável tem o jet ski como uma espinha de peixe na garganta e a própria Marinha o classifica como máquina que exige condições especiais para seu uso.
Os pescadores também são pouco afáveis com os motonautas, pois sabem que quando o jet ski ingressa nas águas mata as ovas e espanta os peixes que iriam garantir a sobrevivência da família. Sem contar a reação de banhistas com a aproximação do equipamento. Limitar as extravagâncias dos motonautas, e a consequente barbárie nas águas, é um ato civilizatório.

Municípios exigem licenciamento ambiental

Há no Brasil milhares de pessoas sem cultura náutica e a consequência mais evidente dessa realidade foi a eliminação ou quase extinção de algumas práticas saudáveis: sumiram os nadadores, são raros os remadores e velejadores.

Hoje, grande parte da barbárie das águas se deve a incultura sobre navegação e a ausência de planos de gerenciamento costeiro nas esferas municipais, os quais carregam metodologias educativas. Apesar das leis internacionais, das leis brasileiras e das normas da Marinha, a inexistência do Plano Costeiro Municipal é o que leva à desarmonia nas águas com liberação de potência de motores, inadequação aos espaços, indefinição de locais próprios, limitação de velocidade epresença do jet ski.

Nos lugares onde o jet ski é permitido seu uso está relacionado ao grau de cidadania dos indivíduos, mas como não é possível exigir consciência, alguns municípios adotaram medidas específicas para proteger a vida humana e o meio ambiente. É o caso da cidade do Rio de Janeiro que exige licenciamento ambiental para utilização de jet skies em rios, lagos, lagoas, no mar e nos cursos d´água desde 1995.

Principais danos causados pelos jet skies segundo estudos de Tau Golin:

– O princípio normativo da navegação é o de não colocar em risco a vida humana e não alterar e ou poluir o meio ambiente. Na esfera da navegação o  jetskie é considerado um problema, pois e em certas circunstâncias é considerado instrumento de crime ambiental e sua autuação independe da inspeção naval. Ao jetskie se aplica também a legislação ambiental;

– A violência dos turbos dos jet skies rebentam as ovas dos peixes e matam os alevinos;

– Se apenas dez jet skies andarem duas horas despejarão cem litros de combustível com óleo nas águas;

– Os jatos dos jets skies além de poluírem as encostas e margens, revolvem os sedimentos do fundo das águas impregnando-os com óleo que não se pode remover, transformando-se em resíduo permanente. Consequentemente, o fundo das águas passa a ser composto pelo sedimento poluente. Por essa razão as águas ficam barrentas por onde trafegam essas máquinas;

jet funciona como um misturador. Todos os poluentes lançados pelas demais embarcações – que permanecem flutuantes – são revolvidos pelos turbos dos jets acabando por também serem misturados aos solos;

– Os indicadores de saúde recomendam protetores auriculares para ambientes com nível acima de 85 decibéis. Os jetsproduzem ruídos na faixa de 85 a 105 decibéis. Além disso, quando o jato sai d´água o ruído muda de intensidade reproduzindo som de motosserra que é mais perturbador do que o som constante. Segundo a pesquisadora Joanna Burges, da Universidade de Rutgers, Nova Jersey, Estados Unidos, o ruído dos jets espanta os animais seis vezes mais do que os barcos com motor de popa;

Os jets, que podem alcançar mais de 100 km/h, são máquinas de múltiplos impactos. Até sua invenção não se conhecia outro equipamento em termos de poluição sonora, poluição da água, problemas à natureza e segurança nas vias navegáveis.

Saiba mais:
– Áreas de Proteção Ambiental de Lagamar www.geo.ufv.br – publicado em 2000
– Caracterização físico-química das águas  www.geo.ufv.br – publicado em 2000
– Prevenção da poluição por óleos e outros www.liber.ufpe.br/teses – publicado em 2003
– Resíduos lançados por embarcações esportivas: http:/ojs.c3sl.ufpr.br/ojS2 – publicado em 2010

Adeptos do “turismo peregrino” contam com o caminho paulista

Inspirado no Caminho de Santiago de Compostela, na Galícia, Espanha, o governo de São Paulo está recriando as rotas históricas e religiosas do Estado para incentivar no Estado uma das modalidades turísticas que mais cresce no mundo: as viagens feitas a pé ou de bicicleta, mais conhecidas como turismo peregrino

A primeira rota criada pelo governo paulista, chamada Passos dos Jesuítas-Caminho de Anchieta, sai de Peruíbe em direção à Ubatuba percorrendo 13 cidades litorâneas num total de 360 quilômetros. É a chamada Trilha da Contemplação, História e Fé, onde se procurou reproduzir os caminhos percorridos pelos jesuítas da metade do século XVI, em especial do padre, professor e poeta Anchieta, agregados pelos pontos naturais e culturais integrados à vida do beato. O Caminho de Anchieta possui uma rota alternativa em Cubatão onde o turista pode conhecer outros tipos de atrativos históricos e as riquezas naturais da região.

Todo o percurso é sinalizado por placas e avisos para a realização de viagens com segurança e precisão. O governo também instalou pórticos para que o turista registre sua passagem, obtenha descontos em pousadas, bares e restaurantes, e adquira objetos típicos do peregrino como o cajado, chapéu, medalhões e mochilas.

Os outros sete caminhos serão inaugurados nos próximos três anos. Entre eles destacam-se o Caminho do Frei Galvão, Passos do Borba Gato, Fernão Dias e Padre Manoel da Nóbrega, entre outras personalidades que fizeram parte da história de São Paulo.
O turismo peregrino faz parte conhecido projeto Caminha São Paulo.

Nos “Passos da Internet”
Para tornar as viagens acessíveis a todos e integrá-las às novas tecnologias, a Secretaria criou um Site para que o viajante se inscreva e obtenha uma identificação eletrônica.  De posse dessa identificação, além dos descontos, o turista que cruzar pelos pórticos instalados ao longo do Caminho de Anchieta permitirá que amigos e familiares acompanhem sua viagem ou recebam relatos e fotos. Quem cumprir integralmente o Caminho ainda concorrerá a uma passagem para Santiago de Compostela, com direito a acompanhante e todas as despesas pagas.
Mais informações e inscrições pelo Site: http://www.caminhasaopaulo.com.br

Os números do Caminho de Santiago de Compostela
Estudo sobre o impacto econômico do turismo peregrino na Galícia, realizado pelo instituto espanhol de estatística (INE) em 2007, revela que a atividade gerou 6,07 milhões de euros para a região, o equivalente a 15,3 milhões de reais. Desse total 2,82 milhões de reais foram arrecadados pelos cofres públicos em impostos diretos. No ano da pesquisa foram gerados 132.028 empregos diretos com uma taxa anual de crescimento em novos postos de trabalho de 4,6%, cifraacima da média das demais regiões do País. Os investimentos do setor privado aumentaram em 10,5% totalizando 3,6 milhões de reais.

Fatores que impulsionam o turismo
O primeiro desses fatores foi a devoção ao Evangelizador da Espanha, Santiago Maior, cujas relíquias encontradas por volta dos anos 820 e 835 atraíam franceses, alemães, portugueses, ingleses até o mausoléu do Apóstolo, erguido na cidade que recebeu seu nome. Em 1985 o conjunto histórico e arquitetônico de Santiago de Compostela foi declarado Patrimônio da Humanidade e dois anos mais tarde a Unesco instituiu a modalidade de Itinerários Culturais em seus parâmetros, colocando o Caminho de Santiago como o 1º Itinerário Cultural Europeu. Somam-se ao patrimônio cultural, os recursos naturais bem preservados da Galícia, apelidada de “Suíça selvagem da Espanha”, que atraem cada vez mais turistas estrangeiros numa média anual de crescimento de 12,6%.

Por meio do turismo religioso, outras modalidades turísticas se desenvolveram em cidades fora do eixo de Santiago. Entre elas destacam-se o turismo ecológico, científico, rural, de intercâmbio, de festividades e universidade viva que consiste na realização de viagens para aprofundamento dos conhecimentos de estudantes em áreas como botânica, biologia, arqueologia e geologia.

Vital para a saúde, Omega-3 produzido com microalgas protege a vida marinha

O cultivo de microalgas para produção de Omega-3 gera empregos sem comprometer os recursos marinhos e, ainda, revitaliza uma área degradada da Praia de Vargas, nas Ilhas Canárias

O consumo de alimentos ricos em Omega-3, especialmente aqueles provenientes dos recursos marinhos, cresceu vertiginosamente em todo mundo em razão de sua importância para a saúde e prevenção de enfermidades graves. Em consequência, houve uma drástica redução das espécies com maiores teores de Omega-3, como o arenque, sardinha, atum, salmão e, principalmente, o krill – espécie semelhante ao camarão com um dos mais baixos índices de contaminação.

O pequenino crustáceo elimina de seu corpo substâncias altamente tóxicas acumuladas nos oceanos (mercúrio, dioxinas e os químicos conhecidos pelas siglas PCBs e DDTs), e por isso tornou-se preferido para extração de óleo destinado à produção de Omega-3.  Sugado por traineiras potentes em quantidades que ultrapassavam 100 toneladas em uma única pesca, o krill quase foi dizimado dos mares dos norte-americanos e europeus, provocando desequilíbrios ambientais sem precedentes, pois a espécie é chave na cadeia alimentar.

Substituição inteligente

A substituição do krill e de outras espécies marinhas na produção de Omega-3 foi o desafio enfrentado pelo Centro de Biotecnologia Marinha das Ilhas Canárias e as empresas Clean Algae e AlgaeBiotech. Estudando diferentes tipos de microalgas, os pesquisadores encontraram uma espécie, denominada Narrochloropsisgaditana, com propriedades nutricionais e teores de Omega-3 idênticos aos dos peixes.

Numa área de 10 mil metros quadrados, na Praia de Vargas, que estava abandonada devido ao seu estado de degradação social, as empresas começaram a cultivar as microalgas em 2008. Como o cultivo não exige instalações complexas e caras, no início deste ano começaram a expandir o projeto. Dos 40 empregos iniciais passaram para 100 novos postos de trabalho diretos, número que deverá aumentar tendo em vista tendo em vista que as empresas almejam serem as maiores produtoras de microalgas da Europa.

O produto derivado das microalgas, além de desvincular-se da captura de peixes e do krill, contribui para a redução do aquecimento global, pois o crustáceo retém dióxido de carbono (CO2) da atmosfera depositando-o no fundo dos oceanos.

O nutriente vital para a saúde
Obtidos de peixes, crustáceos, oleaginosas, alguns tipos de verduras e frutas, os ácidos graxos do tipo Omega-3 são vitais para o equilíbrio da saúde. A carência desse nutriente está associada a problemas degenerativos do sistema nervoso e da retina, além de influenciar no aparecimento de enfermidades cardiovasculares, câncer e inflamações como a artrite. Predominante na composição da matéria cinzenta do cérebro, o Omega-3 é indispensável no desenvolvimento do sistema nervoso de recém-nascidos e sua eficiência no combate à depressão e no fortalecimento do sistema imunológico foi comprovada recentemente.
Fonte: Corina Moya Falcon, Parque Científico e Tecnológico de Gran Canária, Espanha
www.cleanalgae.eswww.algaebiotech.es – info@algaebiotech.es

Federação de Guaratuba reúne-se com Marinha e Prefeitura para tratar da questão dos jet skies

Foto: Arquivo Federação de Guaratuba Direita para esquerda: Milzo Prado e José Amaro de Oliveira, Diretor Adjunto e Vice-Presidente da Federação de Guaratuba, respectivamente, e Capitão Valter Barros Barbosa, Chefe do Departamento de Tráfego Aquaviário da Capitania dos Portos, da Marinha de Santos

Convênio entre a Capitania dos Portos de Santos e a Prefeitura de Bertioga deverá reduzir acidentes e danos ambientais provocados pelos jet skies em Guaratuba

A Federação de Guaratuba reuniu-se com autoridades da Marinha e da Prefeitura para tratar da questão das motonáuticas, conhecidas pelos brasileiros como jet skies.

Segundo informações do Capitão Valter Barros Barbosa, Chefe do Departamento de Tráfego Aquaviário da Capitania dos Portos, de Santos, a Marinha e a Prefeitura de Bertioga deverão celebrar convênio, fundamento no Plano de Gerenciamento Costeiro do Município, para que Guaratuba possa ter mais policiamento, sinalização e campanhas de conscientização.

O Departamento de Operações Ambientais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, DOA, representando por seu diretor Bolívar Brabanti, estuda, no momento, a sinalização e o balizamento junto ao Rio em parceria com a Federação de Guaratuba e Associação Morada da Praia.
Com essas medidas espera-se reduzir o número de acidentes e evitar tragédias como a que vitimou a pequena Grazielly em fevereiro deste ano.

Iniciativa dos pescadores é exemplo a ser seguido

Decididos a tomar uma atitude positiva frente à indiferença daqueles que jogam lixo em qualquer lugar, os pescadores de Guaratuba e Boracéia deram exemplo de como se ajuda a construir um mundo melhor

Com muito bom humor, os pescadores de Guaratuba e Boracéia e seus familiares tomaram a iniciativa de realizar uma limpeza no Costão e no Rio Guaratuba no último dia 17 de junho com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para os danos causados pelo lixo descartado em locais impróprios.

Em apenas poucas horas, retiraram toneladas de lixo entre palitos de sorvete, papéis, copos e sacos plásticos, latinhas de cerveja, mangueiras, fios, baldes e até restos de embarcações – resíduos que revelam comportamentos pouco amáveis com quem sustenta a vida: a natureza.

 

Pescadores de Guaratuba e Boracéia exibem lixo retirado do Costão e o do Rio Guaratuba
Prefeitura e Petrobrás forneceram luvas, sacos e caçambas (Foto: Arquivo Federação de Guaratuba)

O gesto dos pescadores é merecedor de todo reconhecimento, pois recolher lixo jogado negligentemente por outro não é fácil. Além de vencer o nojo de tocar na sujeira, os pescadores superaram sentimentos comuns frente ao descaso alheio como o conformismo, a raiva ou o desanimo. No lugar do ´deixa prá lá, não tem jeito mesmo ou o povo é porcalhão´, agiram em benefício do bem comum.

Prejuízos de um simples lixinho

Para os pescadores o lixo tem sido um pesadelo e trazido insegurança quanto ao futuro, pois a redução do estoque de peixes se deve, em grande parte, ao lixo descartado em locais impróprios.Aquele lixinho atirado pelas janelas dos veículos ou jogado nas matas, nas montanhas, nas ruas, nas praias não é inofensivo. Contamina as águas, impregna os solos com resíduos gordurosos e tóxicos, provoca a morte de mamíferos, aves e peixes.

Sem caranguejo não tem camarão, robalo, tainha

Fuga dos caranguejos registrada em Guaratuba por Cassiano da Associação Pontal do Costa do Sol

Na primeira quinzena de janeiro um fenômeno chamou a atenção da mídia nacional e mobilizou a população de Bertioga: milhares de caranguejos saíram do manguezal em direção às Praias de Itaguaré e Guaratuba. Numa corrida contra o tempo, pois esses animais são sensíveis ao sol e calor, funcionários da Prefeitura, representantes de Ongs, jovens voluntários e turistas trabalharam exaustivamente durante dois dias para resgatar o máximo de caranguejos e devolvê-los ao manguezal.

Entre novembro e março os caranguejos costumam sair de suas tocas para procriar nas imediações dos manguezais, num ritual conhecido pelos caiçaras como andada. A fuga dos caranguejos em direção às praias é incomum e pode estar associada ao excesso de chuvas que provocou a diminuição da salinidade do manguezal,condição não tolerada pelos animais. Em Itaguaré a praia ficou forrada de caranguejos; não era possível ver a areia. Em Guaratuba o fenômeno se repetiu em menor proporção, pois o manguezal da região recebe uma maior quantidade de água salgada mantendo equilibrado esse ecossistema  para a sobrevivência dos caranguejos, como explicou a Diretoria de Operações Ambientais da Prefeitura.
Para ter um parecer técnico sobre o fenômeno, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente consultou um dos grandes especialistas em crustáceos no Brasil, Dr. Marcelo Antonio Amaro Pinheiro, biólogo e professor da Universidade Paulista de São Vicente (Unesp). O professor esteve em Itaguaré para avaliar a situação e coletar alguns caranguejos para análise. Segundo o especialista, a fuga dos caranguejos é rara, porém, natural e resultado de uma somatória de eventos, a exemplo da redução da salinidade dos manguezais e do ritmo lunar. Para o pesquisador o resgate dos animais foi uma medida acertada tomada pelos órgãos públicos locais.
Caranguejo uçá: ´mamãe´ do manguezal 
Quase 70% dos peixes consumidos no mundo dependem dos manguezais para sobreviver e o caranguejo é figura central nesse ecossistema. É ele quem ´prepara´o alimento que irá garantir a sobrevivência de espécies como camarões, robalos, linguados, anchovas e tainhas até atingirem a idade jovem quando nadam em direção aos oceanos.
Os caranguejos úça, espécie presente em Bertioga, alimenta-se principalmente de folhas e raízes dos mangues, as quais são trituradas pelos animais. Paralelamente, escavam tuneis e tocas nos manguezais promovendo a oxigenação desses ambientes. Algumas tocas atingem dois metros de profundidade. A trituração dos alimentos e a oxigenação promovidas pelos caranguejos aceleram a decomposição dos resíduos orgânicos quase três vezes mais do que na atmosfera. Uma vez decompostos, os resíduos transformam-se em nutrientes ideais para os filhotes do mar. Também aves como garças, guarás, biguás, fragatas e mamíferos como o mão-pelada e guaxinim dependem do caranguejo para se alimentar.
O caranguejo úça é espécie vital para o meio ambiente e de fundamental importância sócio-econômica a maioria dos caiçaras. Além da carne, que é o principal produto de comercialização por essas comunidades, são extraídos dos caranguejos substâncias utilizados na produção de anticoagulantes, cosméticos e adesivos medicinais.
Ucides cordatus é o nome científico do caranguejo úça. Segundo estudos, a palavra cordatus significa com características do coração.

Fonte: Prefeitura de Bertioga; Estudos de G.G. Castilho Westphal da UFPR  e Gustavo Yomar Hattori, Unesp Jaboticabal